Em Honduras, ao contrário do que dizem os golpistas de esquerda (apoiados por tolos como Obama), as Forças Armadas ficaram do lado certo. Numa democracia, os cidadãos abdicam de resolver suas diferenças a tiros e confiam às Forças Armadas o papel de, em última instância, fazer cumprir a lei. Para que não existam exércitos particulares, existe um único Exército, ao qual os cidadãos, pelos meios legais, podem apelar para obrigar uma instituição ou um cidadão - inclusive o presidente da República - a respeitar a lei.
O truque dos chavistas e assemelhados consiste em ocultar esse papel constitucional das Forças Armadas e apresentar toda intervenção destas, em quaisquer circunstâncias, como um golpe contra a democracia. Deste modo, à força de serem repetidamente apresentados como golpistas e inimigas da democracia, as Forças Armadas acabam por se tornar incapazes de agir, mesmo quando convocadas para o estrito cumprimento do seu papel constitucional.
Nesse momento, sem as Forças Armadas para ajudá-los, os democratas já não terão como se defender dos golpistas à la Chavez, pois estes, inimigos conscientes da democracia, nunca deixaram de armar e organizar seus próprios exércitos - os chamados “movimentos sociais”.
É a isso que se chama guerra assimétrica.
terça-feira, 30 de junho de 2009
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