Para uns, o PM é um funcionário público como qualquer outro e, como qualquer outro, tem todo o direito de fazer greve... - desde que um mínimo de proteção aos cidadãos seja assegurado. Como a proteção atual já é mínima, fazer essa ressalva e falar nada é a mesma coisa. Equivale a declarar, como se atribui a um velho político mineiro, "simpatizo muito com o Cruzeiro, sem prejuízo do grande afeto que nutro pelo Atlético e do prazer especial que me dá ver o América jogar".
Para outros, o PM é uma espécie de Madre Tereza do serviço público e, quaisquer que sejam as condições em que trabalhe, os riscos que corra e o salário que receba, é proibido de reclamar e, menos ainda, de entrar em greve. Os "especialistas" que defendem este ponto de vista parecem acreditar que é mesmo possível, sem o uso da força, ou seja, em regime democrático, obrigar alguém a trabalhar em quaisquer condições por qualquer salário.
O que nenhum dos "especialistas" se lembra de defender é uma coisa básica, elementar, fundamental para a boa vida das democracias: o armamento dos cidadãos. Se cada cidadão de bem, de currículo limpo, tiver o direito de guardar uma arma em casa e, eventualmente, carregá-la consigo, a PM pode fazer tantas greves quantas quiser. Os cidadãos de bem não ficarão, desarmados, à mercê de arrastões, invasões de domicílios e violências de todo tipo. Como fizeram recentemente em Londres, os comerciantes se reunirão e, armados, protegerão seus negócios contra a turba de saqueadores. E os cidadãos comuns poderão sair à rua ou permanecer em casa, senão sossegados, ao menos cientes de que não serão vítimas passivas do banditismo.
Os bacanas que escreveram e defenderam o Estatuto do Desarmamento como a grande solução para a violência no País estão assistindo aos eventos da Bahia pela TV, tranquilos, em seus condomínios protegidos por caríssimos sistemas de segurança. Nós, os cidadãos comuns, que não temos e não podemos ter armas, estamos em casa, amedrontados, rezando para que a violência nos poupe.
Não são mesmo admiráveis nossos políticos "progressistas"?
