terça-feira, 5 de março de 2013

As ideias devem estar a serviço do progresso social


O PT não gosta do que os jornais publicam. Ora, o que impede o PT de ter seu próprio jornal? Nada. Aliás, ele tem um jornal – que, mesmo entre os petistas, é lido por meia dúzia de gatos pingados. E é aí que está o problema: o PT gostaria que cada meditação profunda de Lula brilhasse na primeira página... do Estadão. Que os comentários sábios e tolerantes de Rui Falcão fossem manchete... na Folha. Que o Globo reservasse a primeira página do seu caderno de Turismo para, quem sabe, as fotos de viagem de Rosemary Noronha. O PT não quer o controle absoluto da mídia tal como é exercido em Cuba ou na Coreia do Norte. Ele quer, sim, que os Marinho, os Mesquita, os Frias continuem contratando e pagando seus jornalistas, recolhendo seus impostos, fazendo seus jornais chegar a cada canto do Brasil, arcando com os prejuízos quando estes se apresentarem, mas que caiba a um “conselho de democratização da informação e da cultura” ou assemelhado, constituído por ongs, sindicatos, associações de “jornalistas”, todos casualmente petistas, definir algumas questões de detalhe: isto é bom para o povo, isto é ruim, isto merece ser publicado na primeira página, isto deve ir para a lixeira. Não é censura: o PT só quer retirar dos donos dos jornais uma pequena liberdade, que lhe parece excessiva – o direito de opinar. No mais, eles podem continuar com seus jornais...