O PT não gosta do que os jornais publicam. Ora, o que impede o PT de ter seu próprio jornal? Nada. Aliás, ele tem um
jornal – que, mesmo entre os petistas, é lido por meia dúzia de gatos pingados. E é aí
que está o problema: o PT gostaria que cada meditação profunda de Lula brilhasse na
primeira página... do Estadão. Que os comentários sábios e tolerantes de Rui
Falcão fossem manchete... na Folha. Que o Globo reservasse a primeira página do seu
caderno de Turismo para, quem sabe, as fotos de viagem de Rosemary Noronha. O PT
não quer o controle absoluto da mídia tal como é exercido em Cuba ou na Coreia do Norte. Ele quer, sim, que os Marinho, os Mesquita, os Frias continuem contratando e pagando seus jornalistas, recolhendo seus
impostos, fazendo seus jornais chegar a cada canto do Brasil, arcando com os
prejuízos quando estes se apresentarem, mas que caiba a um “conselho de democratização da
informação e da cultura” ou assemelhado, constituído por ongs, sindicatos,
associações de “jornalistas”, todos casualmente petistas, definir algumas questões de detalhe: isto é bom para o povo, isto é ruim, isto
merece ser publicado na primeira página, isto deve ir para a lixeira. Não é
censura: o PT só quer retirar dos donos dos jornais uma pequena liberdade, que
lhe parece excessiva – o direito de opinar. No mais, eles podem continuar com
seus jornais...
terça-feira, 5 de março de 2013
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