O objetivo do movimento feminista radical
é simples e impossível: definir unilateralmente
as regras que orientarão as relações entre os sexos. Se a fantasia por trás desse movimento um dia se realizasse, as mulheres passariam a ter absoluto
controle sobre suas relações com os homens e, senhoras desse universo
frequentemente incompreensível, assustador para muitos, não mais correriam riscos emocionais, não passariam por “traumas”,
jamais experimentariam uma “micro-agressão” - não sofreriam no amor, em suma. É uma fantasia neurótica.
O feminismo atual, na sua versão hard, aspira, infantilmente,
à eliminação da incerteza, do imponderável num dos aspectos mais essenciais da
vida humana. Quer as vantagens do amor sem as desvantagens que o acompanham: o risco do engano, da desilusão, do abandono, da dor provocada pela traição e a mentira. É um delírio do pensamento progressista (absoluto controle do mundo, eliminação
do acaso, planejamento integral da vida individual e coletiva) transformado em política - recorrendo ao Estado, inclusive, para punir os "dissidentes". Sua única chance de sucesso depende de homens e mulheres desistirem dessa coisa complicada chamada "relação amorosa"; perderem de vez qualquer interesse em orgasmos e outros prazeres, físicos e espirituais, que só uma relação amorosa propicia, preferindo, em lugar disso, dedicar-se a obter um alto número de likes nas redes sociais.
