segunda-feira, 17 de maio de 2010

Ideias para tornar o povo feliz

Quando considero nossas camadas intelectuais (...), tenho em mente sua atitude para comigo e minha obra, sinto-me presa de angústia. Pois desde que me ocupo de política (...) só tive sucessos. E apesar disso a massa flutua de maneira insuportável, até repugnante. Que aconteceria se por acaso eu tivesse uma derrota? (...) Como se comportaria então todo esse galinheiro? (...) Outrora, meu grande orgulho foi ter edificado um partido que, mesmo nas épocas do reverso da fortuna, mantinha-se obstinada e fanaticamente comigo. Foi meu grande orgulho e (...) assim devemos educar nosso povo inteiro. O povo deve ser levado a ter apenas a fé mais absoluta, mais tenaz, mais naturalmente otimista: no fim conseguiremos realizar tudo o que é necessário. (...)


Para isso é indispensável que a imprensa pregue cegamente o princípio básico: o governo age como convém! (...) Assim aliviaremos o povo, digamos, de uma dúvida que o torna infeliz. A grande massa não quer se incomodar com esse peso. A grande massa só tem um desejo: estar bem dirigida e poder confiar nessa direção (...). Acreditem, sei muito bem, o povo (...) nunca esteve mais contente do que em certos dias (...) quando vou à rua cercado de todos os meus colaboradores e o povo diz: este é fulano, aquele é beltrano. E as pessoas se sentem profundamente protegidas com a idéia de que esses homens se dão as mãos, todos seguem o Führer e o Führer apóia esses homens; são nossos ídolos. Talvez jamais alguns intelectuais consigam compreender isso. Mas essa gentinha, lá fora (...) é tudo o que quer! (...) O povo está sempre feliz quando os homens que o dirigem se dão as mãos: isso ajuda as pessoas de baixo a fazer o mesmo.

Adolf Hitler, citado por Joachim Fest

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Intelectuais em busca de utopias

"Revolucionários que fizeram a revolução com a pele dos outros".
(Stéphane Courtois, "Cortar o Mal Pela Raiz")

quinta-feira, 4 de março de 2010

Oposição: democracia; dissidentes: tirania


         
          O reconhecimento mais cabal da natureza do regime cubano é feito naquele lugar onde não há controle oficial: a linguagem. Toda vez que um jornal se refere à oposição em Cuba, escreve dissidentes. Ora, dissidente é um conceito do totalitarismo. Dissidente é aquele que ousa se apartar da unanimidade exigida pelo Partido ou pelo Chefe. Não há dissidentes nos EUA, na Alemanha ou na Holanda; essa expressão não tem sentido numa sociedade democrática. Nem mesmo no Brasil, cuja imprensa, na sua esmagadora maioria, foi seduzida pelo PT (de fato, pelas utopias totalitárias), um jornalista ousaria referir-se aos integrantes do PSDB ou do DEM como dissidentes. No entanto, no caso de Cuba, essa expressão soa natural
          Os jornalistas e intelectuais de esquerda julgam-se no dever de, mesmo um pouquinho envergonhados, defender Cuba. Entretanto, quando têm que se referir à ilha, uma espécie de bom-senso tira-lhes o juízo e força-os a escrever dissidentes onde pretendiam escrever oposição. É o triunfo do princípío do real sobre a ideologia. No fundo das suas almas progressistas, sabem que oposição é um conceito das democracias e que nas ditaduras só há dissidentes. Sabem, com o bom-senso de que foram dotados até os mais simples dos seres humanos, que Cuba é uma ilha-prisão, uma tirania cuja natureza "revolucionária" consiste em encarcerar e matar seus próprios cidadãos. Gostariam de não admitir essa verdade desagradável. Mas aí, quando estão prestes a escrever oposição,  vem o subconsciente e lhes sopra: dissidentes. É o tributo que a má consciência paga à verdade. 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O berço das utopias

"... a violência política prolongada não é a expressão espontânea da frustração, da pobreza ou da revolta contra a injustiça, por mais gritantes que sejam, mas sim de disputas entre elites que competem entre si e entre facções ansiosas por se tornarem uma delas. Quanto à explicação das causas da revolta, muito mais importante do que as condições econômicas dos países foi a rápida expansão das universidades para além da capacidade da economia nacional de empregar os serviços dos jovens segundo o patamar a que eles julgavam ter direito com base no seu nível de educação. Revoltas violentas emergem não da miséria, mas do orgulho e da importância autoconferida, e depois frustrada."

(Theodore Dalrymple, alias Anthony M. Daniel, "A Pobreza do Mal", em Dicta & Contradicta, dezembro, 2009. Tradução de Julio Lemos e Marcelo Consentino.

domingo, 24 de janeiro de 2010

O Cabresto, Instituição Nacional

No Estadão de hoje, Francisco Weffort cobra do PSDB e da oposição em geral opiniões mais claras sobre o governo Lula. Inútil. O PSDB, tanto quanto o PT, não existe como partido político. Não vive da militância e dos recursos dos seus filiados, nem formula suas linhas de ação em conferências ou congressos. A oposição, como o PT, só existe como linha auxiliar deste ou daquele governante. Em todo o País, o PT age de acordo com a vontade de Lula. Em São Paulo, o PSDB age segundo o desejo de Serra. Não há vida política fora do governo.

As declarações do senador Sérgio Guerra à Veja, e também a nota que fez publicar em seguida, chamando Dilma de mentirosa, não traduzem o ponto de vista do PSDB – apressaram-se a soprar peessedebistas graúdos. Na verdade, ninguém expressa o ponto de vista do PSDB enquanto Serra não chegar à presidência da República. No dia em que isso acontecer (se acontecer...), será possível conhecer o ponto de vista do PSDB, assim como se conhece hoje o do PT: é só ler o Diário Oficial.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Sobre a Engenharia de Almas

Não tenho dúvida de que os comunistas queriam - e ainda querem - construir o Paraíso na Terra. O problema é que, por exigências arquitetônicas, são obrigados a começar sempre pelo Inferno.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Nosso doce sonho infantil

"Querem um governo poderoso para fazer o bem, mas que não seja poderoso para fazer o mal". (Towner Phelan, "Liberais Reacionários")