Se ainda restasse dúvida sobre a origem do nosso subdesenvolvimento, o Estadão de hoje convenceria os que teimam em acusar o “imperialismo” e assemelhados por vivermos no Terceiro Mundo.
De 2002 a 2006, trinta municípios brasileiros receberam pouco mais de 14 bilhões de reais em royalties de petróleo. O que fizeram com o dinheiro? Basicamente, contrataram pessoal, em grande parte terceirizado, por meio de Ongs amigas e artifícios do gênero. Por conta disso, Cabo Frio – sim, a pujante Cabo Frio! - tem hoje quase 10 mil “servidores públicos”. Campos tem quase 23 mil. Búzios tem mais de 2200!!! Prefeitos de todas as legendas, de todas as “ideologias”, de esquerda e de direita, todos, virtualmente todos, empregaram a nova riqueza de acordo com o que acreditam ser o Bem Público. E entre nós, como se sabe, promover o Bem Público consiste, em primeiríssimo lugar, em arrumar um bom emprego no Estado para um amigo. Mas pode ser na prefeitura...
De acordo com o Estadão, salvaram-se, no período, quatro raríssimas exceções: os prefeitos de Niterói-RJ, São Sebastião-SP, Macau-RN e Magé-RJ. O jornal não informa se preferiram investir o dinheiro dos royalties em coisas realmente importantes ou se simplesmente deixaram tudo como está. O fato é que não contrataram. Só por isso, e mais nada, os cidadãos desses municípios deviam, agradecidos, erguer-lhes estátuas e outorgar-lhes a medalha Inimigo do Subdesenvolvimento. É o mínimo que merecem.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Subdesenvolvimento não se faz da noite para o dia
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